Depois de tanto debate, nesta quinta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro entrou em acordo com o ministro da economia, Paulo Guedes, sobre a proposta da Reforma da Previdência que já prevê as idades mínimas para a aposentadoria do brasileiro. O consenso garante um “meio termo” nesta queda de braço entre o presidente eleito e a equipe da economia, assim, a idade mínima para que as mulheres se aposentem será de 62 anos e para homens será 65 anos. Porém, a decisão prejudica os trabalhadores que precisarão trabalhar mais. Este é o ponto mais polêmico desta Reforma. Até agora Paulo Guedes insistia em idade de 65 anos para ambos os sexos, para assim, garantir uma economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos – valor considerado essencial para ajudar a pôr as contas públicas numa trajetória sustentável.
Porém, o presidente teve atendido o pedido para que ao final do seu mandato, em 2022, a idade de aposentadoria seja de 61,5 anos (homens) e 57,5 anos (mulheres), assunto que levou a equipe econômica a ajustar o texto nas últimas semanas.
A proposta é mais dura do que a do ex-presidente Michel Temer porque os prazos de transição são mais curtos: 10 anos para homens e 12 para mulheres. A proposta de Temer previa as mesmas idades de 65 anos, com um prazo médio de 20 anos.
O Sinfren entende que esta decisão prejudica a classe trabalhadora que contribui, legalmente, durante os anos de trabalho. A corda não pode arrebentar para o lado dos trabalhadores, afinal, a crise econônima não pode recair sobre quem não contribuiu para ela. Agora, vamos esperar mais quatro anos para a alteração da idade mínima.